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NOTAS ECONÔMICAS

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  • há 8 minutos
  • 4 min de leitura

ANÁLISE DE CONJUNTURA ECONÔMICA

Fonte: FIBRA, ASSESSORIA ECONÔMICA Nº 03 – MARÇO 2026


Construção puxa retração do emprego industrial no Distrito Federal em janeiro Queda do emprego formal no setor industrial foi concentrada na Construção, enquanto Transformação e SIUPs registraram avanço no período.


O emprego formal da indústria do Distrito Federal totalizou 124.614 vínculos ativos em janeiro de 2026 , segundo dados do Novo Caged/Ministério do Trabalho e Emprego. Em relação a janeiro de 2025, o setor registrou queda de 2,1% no estoque de empregos , o que corresponde à eliminação de 2.731 postos formais . O resultado revela desempenho negativo da indústria local no início do ano, puxado, sobretudo, pela retração observada na Construção, principal segmento empregador do setor no DF .



Sob a ótica setorial, observa -se comportamento heterogêneo entre os segmentos industriais. A Indústria de Transformação iniciou 2026 em trajetória positiva, ao atingir 37.892 trabalhadores formais , com expansão de 2,3% frente ao mesmo mês do ano anterior. O saldo líquido de emprego no segmento foi fortemente concentrado na Fabricação de Alimentos , responsável por 591 novos vínculos , equivalentes a 68% do saldo total da Transformação . Com 15.996 trabalhadores , esse ramo respondeu por 42% do emprego formal da indústria de transformação no DF , evidenciando sua relevância estrutural para o desempenho do segmento. Ainda assim, a concentração do resultado em uma única atividade sugere que a melhora da Transformação, embora positiva, permanece pouco disseminada entre os demais ramos industriais.


Esse quadro também pode ser reforçado pelos indicadores de confiança e pelas sondagens empresariais do DF . Em fevereiro, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria do DF (ICEI - DF ) atingiu 57,9 pontos . O posicionamento acima dos 50 pontos sinaliza confiança.


A Sondagem Industrial do DF mostrou queda da produção em janeiro, com o indicador em 45,4 pontos, mas apontou crescimento do emprego, ao alcançar 51,3 pontos, e manutenção da utilização da capacidade instalada em 66%. Ao mesmo tempo, as expectativas para os próximos seis meses seguiram positivas, especialmente para demanda e emprego, ainda que a intenção de investir tenha sido revista , refletindo maior cautela dos empresários.


A Construção , por sua vez, manteve -se como o principal empregador da indústria distrital, com 75.347 vínculos formais em janeiro de 2026, mas apresentou retração de 5,0% no estoque de empregos na comparação interanual, com eliminação de 3.980 postos de trabalho . O movimento foi influenciado, principalmente, pelo desempenho de Serviços Especializados para Construção , cuja ocupação formal recuou 17,3%, passando de 29.931 para 24.756 vínculos . Embora as atividades de Construção de Edifícios e Obras de Infraestrutura tenham registrado saldos positivos no período, com criação de 719 e 476 postos , respectivamente, esses avanços não foram antes para compensar as perdas nos segmentos mais intensivos em serviços especializados.


Na análise da Sondagem Indústria da Construção do DF , a aderência com os dados do emprego formal é evidente: a sondagem indicou nível de atividade em 49,6 pontos e nível de emprego em 48,5 pontos em janeiro, ambos abaixo de 50 pontos – o que indica queda , além de recuo da utilização da capacidade de operação ( UCO ) do setor para 63%. Embora as expectativas de atividade e emprego tenham permanecido positivas em relação aos próximos seis meses , houve perda de intensidade do otimismo e menor disseminação da intenção de investir, cujo indicador recuou para 47,8 pontos.


Do ponto de vista econômico, a retração da Construção mostra que o setor perdeu ritmo . Parte desse movimento pode estar associada à sazonalidade típica do início do ano , mas também é compatível com fatores conjunturais mais amplos, como a conclusão de obras públicas e privadas , a redução dos lançamentos imobiliários e aos efeitos de um ambiente macroeconômico marcado por juros elevados e maior restrição às condições de crédito . Nesse cenário, segmentos mais dependentes da abertura e da continuidade das obra s tendem a sentir mais os efeitos da desaceleração .


Assim, os dados qualitativos acima reforçam a leitura de que a queda do emprego industrial no DF esteve concentrada na Construção , segmento que já vinha mostrando atividade mais fraca, retração do emprego e maior cautela dos empresários em relação aos investimentos , enquanto a indústria em geral exibia um quadro mais misto, com a situação atual menos favorável, mas expectativas ainda positivas.


Em relação aos Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUPs) , a atividade apresentou um desempenho favorável no período, com crescimento de 3,7% em relação a janeiro de 2025, resultado da criação de 396 empregos formais, totalizando 11.064 vínculos ativos . Já a Indústria Extrativa mostrou recuo de 4,3%, com eliminação de 14 postos e estoque de 311 trabalhadores , mantendo participação reduzida na estrutura industrial do DF.


No recorte regional , o desempenho da Indústria do Distrito Federal contrastou com o observado nos demais estados do Centro -Oeste, onde o emprego industrial seguiu em expansão no período. Em Goiás , o setor registrou crescimento de 1,8%, com criação de 7.558 postos formais e estoque de 425.890 trabalhadores . Em Mato Grosso, a alta foi de 3,5%, com 7.146 novos vínculos e total de 208.799 empregados, enquanto Mato Grosso do Sul apresentou a maior expansão relativa, de 7,2%, com abertura de 11.440 postos e estoque de 170.477 trabalhadores . Cabe destacar que o predomínio de carteiras assinadas foi concentrado na Indústria de Transformação nesses três estados. Esse contraste indica que o resultado negativo do DF não decorreu de uma tendência regional generalizada, mas refletiu condicionantes mais específicos da estrutura produtiva local.



Em síntese , os dados de janeiro de 2026 mostram que a queda do emprego industrial no Distrito Federal esteve concentrada na Construção , segmento de maior peso na estrutura ocupacional do setor e mais sensível ao ambiente de juros, crédito e andamento de obras. Em sentido oposto, a Indústria de Transformação – embora fortemente concentrado na indústria de alimentos – e os SIUPs registraram crescimento. Assim, o resultado agregado negativo da indústria do DF sugere menos uma retração homogênea de todos os segmentos e mais um ajuste concentrado em sua principal atividade empregadora.



 
 
 

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