COM MARKETPLACE E MICROFRANQUIA, MORMAII CRESCE QUASE 300%

07/07/2020

Mais de 30 mil pontos de venda comercializam peças da marca de moda esportiva Mormaii, entre franquias, revendas e lojas multimarca. Nos últimos dois anos, a empresa iniciou uma escalada no mundo digital, com presença nos maiores marketplaces nacionais e internacionais, como Netshoes, Amazon e Magazine Luiza, o que ajudou a transformar a maior parte dos pontos físicos em centros de distribuição regionais.

 

O bom resultado inspirou um novo modelo de microfranquia, a Doca Omni Store, que já possui unidades em quase todas as regiões brasileiras.

 

Atualmente, 80% das 28 franquias de shopping center da Mormaii fazem vendas pela internet. De acordo com a rede, o faturamento online representava 25% antes da pandemia. No mês de março, abril e maio, esse índice subiu em 40% das lojas e a representatividade geral foi de 60% do faturamento da marca.

 

Nas vendas online, o acumulado do ano (janeiro a junho) registrou um crescimento de 284,74% em relação aos mesmos meses do ano passado. Como o maior período de faturamento da marca é entre setembro e dezembro, a projeção é crescer 400% em 2020.


Sacha Juanuk, coordenador de omnichannel da Mormaii, explica que a transformação para o varejo digital se deu quando a marca percebeu que as vendas não estavam diminuindo, e sim migrando de canal. Mesmo assim, eles decidiram não centralizar a estratégia apenas em canais online, mas integrar o sistema das franquias e revendas com o site da empresa e posteriormente com os marketplaces. Essa migração foi feita entre 2018 e 2019. “Hoje os produtos não são entregues pelo centro de distribuição. Transferimos para a loja mais próxima fazer a entrega para o consumidor”, afirma.

 

Esse processo ganhou um novo reforço no final do ano passado, com o lançamento da Doca Omni Store. Atualmente, existem nove unidades do modelo — pequenos galpões geolocalizados que atendem apenas pedidos feitos pela internet.

 

A microfranquia precisa de um ponto fixo, que pode ser um escritório ou a própria garagem de casa. “A taxa de franquia é de cerca de R$ 20 mil e o empreendedor inicia com um estoque mínimo de R$ 60 mil. Não há necessidade de fachada, manequim, nada de infraestrutura. Precisa de um computador, uma impressora normal e armários, para visualizar o estoque”, explica Juanuk.

 

A importância do faturamento do novo formato para a marca ainda não foi dimensionada, por se tratar de um modelo diferente de tudo que é operado pela empresa, com uma densidade de estoque bem menor do que lojas de shopping center, por exemplo. “Queremos chegar em 50 a 80 docas nos próximos anos, mas elas não trazem um faturamento acima de R$ 45 mil para o empreendedor, com uma margem de receita líquida de 15%”, diz. O objetivo, em um primeiro momento, é a capilaridade.

 

O franqueado recebe os pedidos de qualquer um dos canais digitais da Mormaii, seja próprio ou via marketplace. O próprio empreendedor é responsável por atualizar o inventário da unidade no sistema e repor o estoque. Se não houver o produto solicitado, o pedido é direcionado para outro ponto de venda mais próximo.

 

Toda essa logística permitiu à marca unificar o frete em R$ 7,90, um dos trunfos do aumento de vendas, de acordo com o executivo. Eventuais acréscimos no valor ocasionados por falta de atualização do franqueado no sistema são bancados pela própria marca, a princípio, mas com multa contratual aplicada ao microfranqueado. Nenhum valor é repassado para o cliente.

 

“Escolhemos o ponto de instalação da doca pelo volume de acessos nos canais digitais e vendas de produtos. Se entendemos que a demanda é superior à capacidade daquela doca, abrimos mais uma. Eu não acredito em território nas vendas virtuais. Quem traz a receita é quem tem o estoque, o custo correto e entrega no prazo estimado”, afirma.

 

Atualmente, a Mormaii tem 44 licenças em todo Brasil, distribuídas nos segmentos de confecção, calçados, equipamentos, acessórios, fitness e new trend, resultando em mais de cinco mil itens que levam o nome da marca. “Queremos que nossas franquias, fabricantes e multimarcas jamais precisem se preocupar em construir um site próprio, mas em aderir a um modelo consolidado onde possuem apenas um custo variável e relacionado à venda dos produtos.”

 

Fonte: PEGN

 

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