Moda básica: geração brasiliense explora o vestir-se essencial

           collaborated PAULO PIMENTA  photo BRUNO CAVALCANTI


Estimulados pelo desejo de consumo consciente, nova geração transforma anseios em negócio, e mostra que o novo vestir-se traz a liberdade do essencial
 

No dicionário, o adjetivo “essencial” significa “fundamental”, “indispensável” e também “que existe como parte inerente de algo”. Brasília carrega estas características. A capital do Brasil criou-se pautada na liberdade do não excesso. Seus traços não se resumem mais a arquitetura e política. A moda brasiliense também tem despertado a atenção e ultrapassado as divisas do Distrito Federal. Cidade-inspiração, Brasília é terreno fértil para empresas que apostam na simplicidade e no que não é exagerado, como a Dane-se e a DOBE. Minimalistas e básicas, carregam os novos códigos da moda e passam ainda por questões importantes, como responsabilidade social, consciência ecológica e conteúdo.

 

Vai ser feliz


“Esta é a ideia que a gente quer passar: vai ser feliz”, conta Daniel Moreira, 31, um dos sócios da Dane-se. Criada em 2015 por ele e pelo empresário paulista Enozor Júnior, 37, o empreendimento ganhou dois novos sócios em 2018: André Sodré e Gustavo Rabelo. Insatisfeitos com o preço e o corte das roupas, os dois pioneiros imaginaram a camiseta perfeita: manga mais ajustada, medida ideal do comprimento, malha legal e... criaram a primeira peça.

 

As camisetas eram vendidas no apartamento de Enozor. O sucesso foi rápido e logo fez-se necessário um espaço físico maior. À época, lojas em shoppings ou nas quadras comerciais do Plano Piloto não eram opções viáveis. O showroom então foi instalado em uma sala comercial. Hoje, há uma pop up no Shopping Iguatemi Brasília, a previsão de ampliação neste semestre e ainda o desembarque no Rio de Janeiro ou em São Paulo.

 

 

Atrelada à expansão da marca, existe a preocupação de não se perder dos objetivos traçados anos atrás. A costureira que fez a primeira camiseta é a que costura até hoje – com uma equipe maior, é claro. “O que está fervilhando na nossa cabeça é como crescer e não virar uma marca comercial. Hoje, temos extremo carinho pelas peças”, comenta Enozor.

 

“Nossa bandeira para fazer roupa é ser uma marca de Brasília que vai levar isso para fora, continuando sendo de Brasília. A gente vai seguir falando de arquitetura, de urbanismo, de concreto”, afirma Dan. De uns tempos para cá, desenvolveram projetos de consciência social, como a doação das peças excedentes das coleções, além de firmar parcerias com marcas sustentáveis.

 

A marca dialoga com todos os públicos que vivenciam a essência de Brasília. A roupa em seu minimalismo fala por si só. “Com o amadurecimento chegamos à reposta: não se importar com o que os outros pensam é o caminho. Dane-se é o atalho”, conta Dan, ao ressaltar que o nome não é um recado para atingir ninguém, é algo interno.

 

Site: www.dane-se.com
Instagram: @usedane_se

 

 

Ontem, hoje e sempre


Foi a partir de uma observação mercadológica sobre o que as pessoas vestiam e o que buscavam, em 2015, que o engenheiro ambiental Paulo Augusto Albuquerque, 24, resolveu criar a DOBE. A marca traz desde o nascimento a proposta de não ser afetada pelo tempo. Paulo, hoje diretor criativo do negócio, explica: “O nosso pilar central é a atemporalidade, que gera alguns outros pilares como a versatilidade e a universalidade das roupas. E isso tudo compõe uma moda consciente, em que a pessoa consome menos e melhor”.

 

Nas coleções, apenas peças pretas, brancas ou cinzas – cores que, segundo Paulo, vão possibilitar que pessoas, tímidas ou extrovertida, transpareçam aquilo que quiserem. “Como fazemos roupa básica, não esperamos reinventar a roda. A base é sempre a mesma, o que vão mudar são os detalhes”, conta o diretor. Paulo diz que os clientes apontam a matéria-prima e a modelagem como os principais motivos de voltarem a comprar na DOBE. “Eles consomem e voltam porque gostam do conforto da peça, do caimento, da neutralidade e da sobriedade”, completa.

 

A valorização do consumo consciente é uma das bandeiras da marca, que tem uma loja na QI 13 do Lago Sul, além das vendas online. “O consumo desenfreado faz muito mal para o planeta não só em questões ambientais, mas também sociais”, alerta Paulo. Por esse motivo, a DOBE não participa de ações como a Black Friday. “Como assim você bate em uma tecla de consumo consciente, mas apoia uma ação de massa? É por aí que as pessoas se perdem”, comenta o diretor criativo.

 

A marca utiliza fibras naturais porque se adaptam melhor à pele e são mais confortáveis. E com o auxílio de duas biotecnólogas de Brasília, a DOBE estuda o desenvolvimento de tecidos biofabricados, o que, segundo Paulo, reduziria o impacto ambiental. “A roupa básica tem o mesmo significado em todo o planeta, é mais fácil a expansão”, lembra o diretor, ao contar que o primeiro passo da marca fora de Brasília foi em 2017, no Rio de Janeiro. De lá para cá, parcerias foram firmadas em São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Recife. A novidade para este ano é o lançamento de uma flagship na capital. A intenção é ser muito mais que uma loja de roupa, mas um ambiente de convívio entre as pessoas.

 

Site: www.dobebrasil.com.br
Instagram: @dobebrasil

 

 

 

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