Em nova fase, Janaina Ortiga divide conhecimentos sobre o varejo

collaborated MARINA ADORNO photo REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

 

Após fechar a loja que carregava seu sobrenome, a empresária se dedica a novos projetos profissionais

 

Durante duas décadas, Janaina Ortiga empoderou as mulheres brasilienses por meio da moda. Quando anunciou o fim das atividades da icônica loja, que carrega seu sobrenome, ela surpreendeu a cidade. Porém, isso não representou o fim dessa relação de apoio. Janaina está repassando o conhecimento que obteve nos 23 anos à frente da Ortiga para outras lojistas.

 

Romântica incurável, a empresária bem sucedida trocou Brasília por Belo Horizonte para construir a tão sonhada família ao lado do advogado e político Paulo Abi-Ackel. "Eu queria isso para mim, queria viver esse amor", afirma Janaina.

 

Quando se estabeleceu na capital mineira, começou a trabalhar prestando consultoria de varejo para lojistas. Visitava cidades no interior de Minas Gerais para capacitar pequenas lojas e percebeu que observar os resultados dos colegas de profissão era algo gratificante. "Hoje, quanto mais eu ajudo mais eu recebo."

 

Aos poucos o negócio foi crescendo. Atualmente, Janaina percorre o país dando palestras baseadas em sua experiência pessoal como proprietária de loja. Ela também se popularizou nas redes sociais, aproximadamente 34 mil pessoas seguem o perfil que a empresária criou para compartilhar dicas no Instagram e há quatros meses lançou um canal no Youtube.

 

"Moda é um mercado muito fechado. Dificilmente um concorrente vai te dar uma ajuda do fundo do coração. Achei um nicho, as pessoas querem me ouvir e eu quero passar o que eu aprendi para elas", declara Janaina Ortiga.

 

De passagem por Brasília, Janaina recebeu amigas de longa data e lojistas que admiram seu trabalho para uma tarde agradável na loja Wish. Na ocasião, concedeu uma entrevista ao GPS|Lifetime confira:

 

Como foi o processo de abrir mão da Ortiga para correr atrás do sonho de construir uma família?


Eu fui construindo isso e alimentando as minhas crenças de merecimento, porque era um sonho mesmo. Eu queria formar a minha família, ter os meus filhos e, coincidentemente, o meu marido não era daqui. Eu tive que me mudar. Eu, realmente, fui em busca de ser feliz. Quando eu decidi vender a loja, eu sofri, é claro. Afinal de contas, foram 23 anos. Eu abri a Ortiga com 19. Mas eu recebi tanto amor quando eu vendi a loja, dos meus amigos, meus concorrentes, das minhas clientes, da minha família, que eu nunca mais me dei o direito de reclamar ou derramar uma lágrima.

 

Você ainda vem com frequência a Brasília?


Venho bastante! Depois que montei o "Lojista de Sucesso", venho mais ainda, tenho vários clientes aqui. Minha família está aqui, meu marido trabalha aqui. É minha terra não tem jeito, eu amo.

 

E quando não está em Brasília do que sente falta?


Sinto muita falta da minha família e das minhas amigas, especialmente. Porque, na verdade, as clientes viraram minhas amigas. Mas, eu sinto falta de tudo em Brasília. Tudo o que eu gosto sempre remete à capital. Brasília é única no mundo. Inclusive, quando eu viajo eu falo que as pessoas tem que vir conhecer Brasília. O que tem aqui não existe em outro lugar, esse céu,  essa amplitude, essa imensidão, a nossa arquitetura. É muito lindo, É completamente especial.

 

Existem diferenças em ser lojista fora de Brasília?


Completamente! A mulher de Brasília é muito diferente, porque a cidade permite que as mulheres usem joias, se arrumem de dia. Essa sensação de segurança, que a gente ainda tem em Brasília, estimula a brasiliense a usar o que elas têm em casa. Elas são produzidas e muito chiques.

 

Como você se sente nessa nova fase?
Eu fui muito feliz como lojista. Claro que eu tive vários altos e baixos. Não é um mar de rosas, mas eu tive um começo, meio e fim muito feliz. Eu trabalhei muito, mas tive muito retorno. Tanto financeiro, quanto de relacionamento, de amor, de reconhecimento e de respeito. Conheci um ciclo de pessoas muito interessante, de várias áreas diferentes e me realizei demais profissionalmente.

 

Já pensou em voltar para o mercado como proprietária de loja?


Quando eu vendi a Ortiga, eu não vendi a marca. Exatamente, porque se um dia eu quisesse voltar para o mercado, eu tinha a minha marca que eu construí. Porém, hoje eu vejo que o que eu estou fazendo me realiza tanto quanto e o tempo que eu dedicava da minha vida para a loja, eu nao tenho mais disponível. Eu não sei se eu teria uma loja tão boa. Acho que foi um ciclo que fechou e eu não tenho planos de abrir novamente. Estou em outro rumo.

 

 

 

 

 

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