Sasse: a arte do amor incondicional em forma de empresa.

 Quem disse que amor de verão não sobe serra, que namoros a distância não prosperam e que o casamento é uma instituição falida está enganado. O amor ainda impera! A exemplo disso, Gabriel e Cátia, o casal “empresário”, sem um tostão no bolso, há quase 30 anos, começou um negócio lucrativo para realizar o sonho em casar-se. Com um cheque pré-datado, dez camisetas e muita disposição e trabalho, nasce, de maneira pequena e humilde, a empresa Sasse. Era apenas o princípio…Hoje, vende mais que camisetas. Vende conceitos! Abriu os horizontes em mais duas frentes: o mercado de artigos promocionais, prontos para serem customizados e o de uniformes escolares.

 

 A “química” de um casal pode descobrir o oxigênio. Se não fosse a união e os estudos do famoso casal francês da história, Marie e Antoine Lavoisier, o elemento químico O2 talvez nem tivesse nome -, nem se saberia que ele é fundamental no processo da combustão. Gabriel e Cátia Sasse não queriam descobrir a fórmula da Coca-Cola ou algo parecido, queriam apenas casar. De mãos dadas, descobriram o mundo do empreendedorismo e, antes mesmo de oficializar a união, e com poucos meses de namoro, já se intitularam “empresários”, como maneira de impulsionar o universo e atrair o melhor no mundo dos negócios. Começaram a luta com dez camisetas e um cheque pré-datado, numa época em que a inflação batia os 80%.

 

Gabriel era universitário e mágico nas horas vagas quando conheceu Cátia numa danceteria no Estado de Santa Catarina, em 1992. Ela, estudante e promotora de eventos. Ele não perdeu tempo (nem a viagem) e a pediu em casamento na primeira noite. Não era loucura -, após 365 “pai-nosso que estais no céu”, um por dia, à beira do lago Paranoá, era chegado o momento de colher a promessa que havia firmado: o de casar com uma boa moça e que além disso, viesse como uma beldade loira e de olhos verdes. Por vezes, ele esqueceu-se de rezar, mas a tempo de salvar a promessa, levantava-se de madrugada, chamava o cachorro e ia cumprir o pai-nosso de todo o dia. Por sair, às vezes na escuridão da noite, muitas vezes era colocado para correr pelos vizinhos que estranhavam aquela movimentação , antes mesmo de finalizar o “amém” da oração.

 

Para levar a relação adiante, Gabriel seguiu os conselhos do sogro, comprou as camisetas e, das dez peças, sete foram vendidas ainda no ônibus, a caminho de Brasília. A iniciativa animou o casal. Cátia enviou mais camisetas para a capital. E, no segundo lote, a surpresa: ela mesma, levou pessoalmente 300 peças de roupas, meia dúzia de caixas -, tudo de ônibus. De campainha em campainha e um porta-malas cheio de peças, eles vendiam na casa das pessoas e estabeleciam metas. Conseguiam cumprir, mesmo que fosse no dia seguinte.

 

O negócio evoluiu em alguns meses e, em 1993, construíram uma pequena loja no quintal da casa da mãe de Gabriel, no bairro lago norte, em Brasília. Um ano depois, orientados pelo Sebrae, abriram a própria confecção, a Sasse Confecções de Santa Catarina. A partir daí, mais uma nova etapa na vida do casal, quando a Sasse passou a vender só no atacado. Já era possível casar. Após comprar a casa própria, oficializaram a união.

 

A experiência de Cátia que trabalhou em grandes malharias do Sul contribuiu no negócio, especialmente num episódio marcante, em 1995, quando Gabriel aceitou o primeiro grande pedido de 10 mil camisetas num prazo de 30 dias, numa época em que a Sasse fabricava entre 300 a 400 peças, ao mês. A situação desafiadora, mas fundamental para a experiência foi resultado de um contrato assinado com um grande cliente. Cátia apoiou o namorado e acionou todos os contatos que tinha para que o prazo fosse cumprido. A união deu mais que certo. Mãos à obra, trabalho em Brasília, trabalho em Santa Catarina. Terceirizou-se uma parte e tudo deu certo.

 

Outro episódio fundamental foi o roubo da pequena loja no lago norte. “Levaram tudo. Mas não levaram a nossa disposição. Surgiu um desafio positivo. Liguei para a Cátia e informei bem rápido o acontecido. Na época fazer um interurbano era caríssimo. Ela disse que conseguiríamos sair da situação. E conseguimos”, disse Gabriel.

 

Em cinco anos, três lojas na capital.

 

Em 1997, quando começaram a vender apenas no varejo (grande quantidade), o casal expandiu com três lojas: uma na asa sul, na asa norte e outra no conjunto nacional. No ano seguinte, o negócio abriu mais uma frente, o da indústria de artigos promocionais, com a Sasse Promocionais. Atualmente, quase 50% do faturamento é proveniente da linha de brindes, não só das camisetas.

 

“Começamos a buscar um universo diferente e a atuar em outro mercado. O segmento de camisetas era bom, mas não avançaria mais. Uma forma de continuar crescendo era abrir-se para novas expectativas e novos produtos: aí surgiram os artigos promocionais”, disse Cátia.

 

Uma forma de inovar o mercado era a maneira de como mostrar o produto. Criou-se então o maior show room de produtos do Centro-Oeste, em 2001, num ambiente estilizado e bem moderno para expor os produtos aos clientes, que vão desde canecas, canetas, bolsas e sacolas e, claro, camisetas. Tudo pronto para customizar de acordo com o cliente.

 

“O empreendedor tem que arriscar”, afirma Gabriel. Então, em 2003, o casal inaugurou mais um novo show room, só que dessa vez, em São Paulo, mais precisamente na Vila Olímpia. “Foi uma época preocupante porque 2004 começava um novo Governo, um novo Partido. E 70% do faturamento era gerado por compras do Governo, era fundamental naquele momento pulverizar a carteira de clientes e aumentar a participação do setor privado no faturamento.

 

Expansão nos arredores de Brasília

 

Em 2012, a Sasse investiu R$ 3 milhões em uma fábrica, em Sobradinho, nos arredores de Brasília. No ano seguinte, inauguraram a própria fábrica de brindes. Mas com o negócio das camisetas também a prosperar. A equipe dinâmica aliada à superação das expectativas por meio de uma fidelização com o cliente permite que, hoje, 300 mil camisetas personalizadas sejam produzidas, por mês, atendendo a mais de três mil clientes.

 

Produção de ponta e sustentabilidade

 

Na área de tecelagem e pintura, através de uma produção verticalizada, os fios são transformados em malha. E a partir daí, desenvolvido em cores e gramatura de tecidos para criar um produto específico para cada finalidade na linha corporativa, profissional e esportiva de camisetas. O tingimento das camisetas, chamado de reativo, assegura a cor e evita o encolhimento da malha.

 

A empresa preza por produtos de alta qualidade e sustentabilidade -, que segue as tendências mundiais. O tratamento de fluentes e resíduos do processo de tingimento, por exemplo, devolvem água limpa à natureza -, uma atitude ecologicamente responsável, ao lado da linha de reflorestamento, utilizada  nas caldeiras da tinturaria.

 

O corte das camisetas é feito com base em estudos de desenvolvimento dos moldes de uma padronagem de tamanho que atenda as necessidades do mercado e diminuem os resíduos.

 

A costura transforma em produto final através de ágeis profissionais que conferem cuidadosamente as camisetas, antes de sair da fábrica.

 

A capacidade de produção pode ser comparada com grandes malharias do mundo, pois uma máquina rotativa automática permite produzir mil camisetas por hora -, realidade totalmente diferente da do início da Sasse. “Com os tempos mais difíceis e a instabilidade econômica, tivemos que enxugar pessoal, sem cair faturamento, por meio da automatização. Temos máquina que funciona com apenas dois funcionários”, disse Cátia.

 

A primeira empresa especializada em uniformes escolares

 

A Sasse cresceu e a família de Cátia e Gabriel também. Depois que tiveram três filhos, e enfrentaram filas enormes e dificuldades para que eles experimentassem o uniforme da escola, surge então a Sasse Uniformes, a primeira empresa especializada em uniformes escolares.

 

Cátia queria uma loja conceitual e com aspectos da moda, de acordo com a atualidade, num ambiente próprio.  “Percebi que seria um mercado interessante. Então escrevi o projeto, analisei números, pesquisei a quantidade de alunos, conversei com os pais (e filhos também). Apresentei o projeto a uma grande escola da cidade. Surge então a Sasse Uniformes”, contou Cátia.

 

Atualmente, várias escolas de Brasília vestem os uniformes da Sasse.

 

Funcionários que meditam

 

“A espiritualidade nos impulsionou, sem essa base, nada somos. Somos um espírito com um corpo e não um corpo com um espírito”, disse Cátia. “Colocamos a galera para meditar aqui na empresa”, emendou.

 

Cátia mesmo ministrou um curso de meditação na empresa. “Convidamos todos de forma facultativa, a adesão foi surpreendentemente boa”, disse Gabriel.

No ano passado, o casal começou o curso de “Formação Holística de Base”, na Universidade Internacional da Paz – UNIPAZ/DF, uma organização não-governamental, sem fins lucrativos. Esses estudos, que visam aliar a inteligência ao despertar da consciência, serão concluídos, em 2020.

 

Serviço:

 

Sasse Promocionais e Sasse Uniformes

SHCGN Comércio Residencial Norte 710/711 43 – Brasília, DF.

Telefone: (61) 3349-1010

https://www.sasseprodutospromocionais.com.br/

https://sasseuniformes.com.br/

 

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