Comércio online: Marcas do Minas Trend revelam segredo de sucesso na rede

22/04/2019

Velocidade. Uma palavra que pode nos levar a vários conceitos. Em um instante tudo pode mudar. Um nascimento, uma morte, um anúncio que pode impactar milhões de pessoas. A um simples toque na tela do smartphone, ações que antes exigiam mais concentração e tempo, agora acontecem em fração de minutos e até segundos. Em um mundo em que a sociedade exige rapidez e praticidade na resolução de uma série de questões, o mercado deve seguir esse padrão se não quiser perder lucratividade.

 

Mercado de comércio online cresce muito no Brasil e as oportunidades são multiplas

 

Os números validam as constatações acima. As compras online são crescentes em toda parte da superfície terrestre. Informações da The Enterprise Guide to Global E-commerce mostram que a China é o país que mais faz transações via internet, são U$ 672 bilhões em circulação com essa atividade. Logo atrás vêm Estados Unidos com a cifra de U$ 340 bilhões e Reino Unido com U$ 99 bi. Entretanto, o Brasil não é lanterninha neste cenário. A nação figura entre os 10 maiores, chegando a U$ 19 bilhões. Os dados não devem espantar quem acompanha a escalada do uso da rede mundial de computadores. De acordo com o IBGE, 69,8% dos brasileiros com 10 anos ou mais (181 milhões da população) acessaram a web de 2016 para 2017. São quase 10 milhões de novos usuários na comparação entre o último trimestre de cada ano.

 

De olho nessas movimentações, várias marcas de moda se organizam para expandir seus canais de distribuição e enxergam no e-commerce uma forma de melhorar a experiência e performance de compra. A equipe Abit esteve na 24ª edição do Minas Trend, que aconteceu entre 9 e 12 de abril, no Expominas em Belo Horizonte (MG), e entrevistou algumas empresas que estão comprometidas com a comercialização online de diversas formas.

 

Além da preseça em eventos, como o Minas Trend, as marcas aumentam seus canais de venda - Crédito de Imagem: Sebastião Jacinto Júnior

 

É o caso da JChermann – marca paulista de peças casuais femininas, participa do salão de negócios mineiro há muito tempo e diversifica seu público com 90 multimarcas captadas no evento. Entretanto, de quatro anos para cá, o direcionamento também se voltou para as vendas eletrônicas. “Antigamente, o atacado representava 80% do total do faturamento. Hoje, 50% vem do nosso ponto de comércio virtual. É notável o crescimento no varejo”, afirma Gabriela Serrano Uson, gerente geral da grife.

 

 

No vídeo é possível acompanhar a jornada de compra de um cliente pelo Instagram da JChermann

 

Mesmo as fabricantes de peças mais requintadas, geralmente usadas em ocasiões especiais, têm investido nessa modalidade online. A mineira Cosh possui um ateliê de alta costura, com loja própria em Belo Horizonte (SP), além de estar presente em mais de 100 multimarcas. Isso não é o suficiente. Para Julia Faria, responsável pelo Marketing da empresa, é necessário ampliar os horizontes e a capilaridade não acontece somente com vendas exclusivas em um site. “Fizemos uma experiência com o e-commerce por três anos, mas se tornou algo delicado, pois são vestidos que exigiam algum ajuste. Foi aí que notamos que não fazia sentido manter uma plataforma direcionada. Já que o WhatsApp supria a nossa demanda”, declara.   A estratégia vai além do aplicativo. Já que a Cosh tem um trabalho com assessorias externas que auxiliam na divulgação em outras frentes, se tornando multiplataforma. “Nós temos uma atuação muito forte no Projac. Com aparição das roupas em novelas e etc. Os clientes nos procuram muito e acabamos fazendo efetivando essas transações via WhatsApp”, revelou. O estudo divulgado pela Pew Research Center em fevereiro de 2019 reforça: 60% dos adultos no Brasil têm um smartphone

 

Mesmo com alta costura, a Cosh investe no comércio na rede por meio de aplicativo de mensagens - Crédito de imagem: divulgação/Cosh

 

O planejamento para surfar nas ondas da rede mundial de computadores e lucrar com isso é variado. A grife da estilista Natalia Pessoa, já conceituada no mercado, conta com um site exclusivo para vendas na net e tem investido no negócio. “Temos uma agência, anúncios em Google Adwords e Marketing Digital, todos focados em atingir um público maior. Apesar de termos um produto com tíquete médio maior, estamos criando um posicionamento de produto com qualidade. Justamente por isso, porque estamos concentrados em alcançar o público final ”, disse Gustavo Brito, do Marketing. “Essa é uma tendência irreversível. A mulher está voltando do trabalho, parou no farol, olhou o Instagram, gostou do produto, facilmente ela pode adquirir com alguns toques”

 

Gustavo Brito, da grife Natalia Pessoa,aposta no marketing digital para atrair clientes ao e-commerce 

 

A marca brasiliense So Cute está há três anos presente no mercado de comércio pela internet. Para a empresária e proprietária, Karoliny Buhcool, este é um nicho rentável. “Esse é o ponto que mais vende. Em média, são 20% a mais que as lojas físicas. Portanto, recebe a devida atenção”, releva. A princípio, a empresa apenas fazia suas negociações fora da rede, mas o Instagram (com mais de 90 mil fãs no momento da reportagem) tomou proporções maiores. “As pessoas amavam curtiam, compartilhavam e não tinham como comprar. Foi aí que, ao invés de abrir lojas em todo o Brasil, decidimos vender pelo e-commerce. O que já nos rendeu vendas internacionais para países como Canadá, Holanda, Estados Unidos e até mesmo Japão”, afirma entusiasmada.

 

Print do Instagram da marca So Cute. Clientes exprimem o desejo de consumo pela peça 

 

Uma das preocupações de Karoliny é a entrega de seus produtos. Por isso, uma das questões logísticas que mais demandam prioridade é a entrega. Para que aconteça da melhor maneira a preservar a experiência do consumidor, ela tem negociado a transição das entregas. Agora optou pela transportadora. “Queremos que as peças cheguem bonitas e como se fossem presentes para os clientes. O tempo deles custa caro e por isso se arriscam na internet. Entretanto, algumas das vivências da ida à uma loja, têm que ser preservadas, como o cheirinho no vestido, a embalagem bonita”.

 

Quem ainda não apostou nesse canal, se prepara para iniciar o atendimento via web. A gaúcha Cris Capoani, proprietária de marca homônima, também presente no Minas Trend, realizou um teste com a web, expondo t-shirts feitas em uma collab com outra companhia. “Até agosto pretendemos inserir a coleção de vestuário também no site. Já que são peças que tem mais saída. Vamos investir em digital influencers também para alavancar a divulgação”, destaca.

 

A Abit, sempre de olho em questões mercadológicas, acaba de lançar o curso EAD “E-commerce na Moda”. São seis aulas com o especialista Henrique Almeida – responsável pela digitalização de companhias como Camila Klein, Amissima, Adidas, entre outros. Na grade, os alunos têm conceitos que passam desde a concepção até o gerenciamento do fluxo e do marketing digital. Empresas associadas à Abit têm desconto no valor de investimento e o conteúdo pode ser acessado de qualquer lugar e a qualquer momento.

 

 

Curso da Abit traz conceitos que contribuem para o sucesso de vendas online 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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