Sérgio Calado prepara documentário para apresentar sua marca ao público

Em 2013, após concluir o curso de publicidade, o cearense Sérgio Calado decidiu deixar sua primeira graduação de lado para se dedicar ao segmento têxtil. Veio para Brasília, ingressou na turma de Design de Moda do Iesb, se formou dois anos depois e de lá para cá veio preparando o terreno para lançar sua marca, a TrapézioBrand, que será lançada no próximo dia 25, junto com seu e-commerce e um documentário que ilustra o conceito da etiqueta e de sua primeira coleção.

 

Intitulada “Liberdade de Ser”, a primeira campanha da TrapézioBrand é um compromisso social da marca com seu público. “Em meio a tanta intolerância, nós saímos em busca de pessoas de diferentes classes sociais, gêneros e etnias, perguntando o que é “Liberdade de Ser”. Esse vídeo acabou virando um mini documentário que será apresentado no dia da festa de lançamento”, relata Sérgio.

 

Participaram do clipe o empresário Helio Nakanishi, a educadora Eda Machado, do IESB, o Grupo Afronte, a artista plástica Cris Conde, a drag estilista Rubi Ocean, a modelo trans Leandra Lira e vários outros nomes da moda, que juntos sintetizam a diversidade presente no DNA da marca.

 

Sendo uma marca agênero, a Trapézio dividiu seu e-commerce em seções inspiradas em estilos de vida. “Ao passear pela nossa loja on-line, você não vai encontrar seções masculinas ou femininas. Teremos linhas para diferentes situações, como Cinema e Mercado, Holofote e Glamour e Penduricalhos e Balangandãns”, detalha.

 

O estilista de 28 anos afirma que sua etiqueta foi pensada como algo que fizesse as pessoas saírem de sua zona de conforto. “Nossas coleções são inspiradas na cultura brasileira e mesclam o cosmopolita streewear com a irreverência do kitsch. Eu costumo falar que a TrapézioBrand é super urbana e preza muito pelo conforto. Crio para pessoas jovens de espírito e abertas à diversidade”.

 

Segundo ele, o intuito da marca é valorizar a cultura, arte, música e unir tudo isso de forma que a peça de roupa esteja inserida dentro de um contexto que vai além da compra em si. “Nunca gostei daquela moda blasé, na qual poucas pessoas têm acesso. A ideia sempre foi informar e agregar conteúdo na vida das pessoas que, de alguma forma, se deixam levar por essa vibe descompromissada e divertida que eu trago nas minhas peças”, conta.

 

 

 

 

Confira o bate-papo que fizemos com o designer:

 

 

Como e quando começou sua relação com a moda?

 

 

Minha relação com a moda começou quando, ainda cursando Publicidade e Propaganda, eu comecei a estagiar, em Fortaleza, em um grupo de comunicação. Eu era estagiário do caderno de classificados e logo depois surgiu a oportunidade de fazer freelas com produção de moda no caderno de entretenimento, dentro do próprio grupo. Fiz revistas de noivas, editoriais e comecei a ficar maravilhado com esse universo. Terminei a faculdade, pedi para me desligar da empresa e continuei com os freelas. Eu havia acabado de me assumir gay para a minha mãe, que foi super receptiva e carinhosa. Então resolvi largar tudo e vir para Brasília para cursar Design de Moda, como uma forma de me encontrar, já que eu não me identificava com a Publicidade, além de me afastar de uma parte conservadora da família. A partir daí minha vida mudou.

 

 

E a marca, quando você decidiu criar?

 

A marca surgiu dentro da faculdade de moda. Como uma parte do curso era voltada para o empreendedorismo, branding e etc, os alunos tiveram que criar, dentre outras coisas, sua própria marca. Foi uma forma também de colocar para fora todo o sentimento de liberdade e aceitação o qual eu fui reprimido a vida toda.

 

 

 

Quem desenha e executa as peças? Como é o processo de criação? Os modelos são inspirados no consumidor local ou em tendências internacionais?

 

O processo criativo fica todo comigo e disso eu não abro mão. Geralmente, a ideia de uma coleção vem a partir de uma música e a partir disso eu começo a imaginar o universo por trás daquele trabalho. A TrapézioBrand é super cosmopolita. Existem referências da cultura street de fora, mas a maioria das referências são brasileiras. Em “TOKA’YA”, por exemplo, eu queria misturar o artesanal com o digital, o moderno e o clássico, então usei penas bordadas em tons saturados nas peças de malha e estampei alguns cetins, que geralmente são usados para fazer vestidos de noiva, mas foram usados para calças.

 

Com o que você se preocupa na hora de criar? O que você precisa incluir nas suas peças?

 

Eu me preocupo muito com a história por trás das peças, sabe? Mais do que isso, o mundo está passando por uma transformação onde as pessoas estão questionando o consumo desenfreado e pedindo mais transparência no processo de produção. A tendência é que essas pessoas se conectem e se envolvam cada vez mais com questões e causas sociais. Como designer e diretor criativo de uma marca pequena, eu acho que é mais do que obrigação valorizar produtores e fornecedores menores. Os responsáveis por uma parte da modelagem e execução das peças da TrapézioBrand, por exemplo, é uma pequena cooperativa de costureiras de Planaltina de Goiás, onde a gente se encontra uma vez por semana e, em conjunto, decidimos o que funciona e o que não funciona em cada peça.

 

 

Onde você encontra as matérias-primas que você usa?

 

Como uso muitas malhas nas minhas peças, procuro malharias espalhadas pelo Brasil. Brasília ainda é muito carente com relação à matéria-prima. A relação custo-benefício não é muito satisfatória, então eu sempre acabo tendo que trazer material de fora.

 

Onde as pessoas podem encontrar suas peças para comprar?

 

A TrapézioBrand vai trabalhar com vendas online, nesse primeiro momento. O site está terminando de ser desenvolvido por uma empresa do Paraná, especializada em e-commerce. Mas por enquanto podem acompanhar o facebook e o instagram (@trapeziobrand) e o blog da marca (www.trapeziobrand.com).

 

 

 

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