Sindiveste promove debate e candidatos ao cargo de Deputado Distrital e Federal apresentam propostas para o segmento da Indústria do Vestuário

26/09/2018

 

O Sindicato das Indústria do Vestuário do Distrito Federal (SINDIVESTE), promoveu na última ter-feira 18 de setembro um debate para que candidatos ao cargo de deputado federal apresentassem propostas para o segmento da indústria de vestuário. Estiveram presentes os candidatos André Kallagri (PMN), Justo Magalhães (REDE) e Verônica Goulart (PPL).

 

Um panorama do setor de confecções foi feito por cada candidato, que ambos concordam sobre a falta de investimento do governo nesta parte de indústria do vestuário. Entre as questões colocadas em pauta, como atrair o jovem para o segmento de confecções, indústria 4.0, economia e moda criativa, polo de moda e fábrica social.

 

A indústria do vestuário hoje no Brasil é uma das que mais crescem no país, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o faturamento da cadeia têxtil e de confecções foi de US$ 45 bilhões no ano de 2017, enquanto que o investimento no setor foi de apenas R$ 1,900 milhões.

 

Além de ser um dos setores que mais cresce no país, o segmento da moda também é um dos que mais geram empregos, estando em segundo lugar como um dos setores que mais geram empregos, perdendo apenas para o mercado de alimentos e bebidas juntos.

 

O mercado da moda parece ter sido esquecido em Brasília, mas se depender de André Kallagri, Justo Magalhães e Verônica Goulart, caso sejam eleitos, a indústria voltará a crescer na capital federal.

 

Em relação às bandeiras a serem defendidas por cada candidato, André Kallagri defende a profissionalização no ensino médio com um ensino em dois turnos, desta forma, o aluno teria as aulas comuns da grade curricular em um período e no outro cursos profissionalizantes. “Em 4 anos posso criar 80 mil vagas de trabalho, usando do ensino médio para profissionalizar. Podemos tirar nossos jovens do tráfico, podemos aumentar a economia familiar. Esse é o mercado que mais emprega mulheres e minorias, como gays e trans, é um número muito expressivo”, explica.

 

 

Para Justo Magalhães o investimento em profissionalização realmente precisa ser feito, e aponta falhas no sistema.  “Temos órgãos e entidades em condições de profissionalizar esse pessoal, no entanto, o que falta é o governo permitir que iniciativas privadas, sindicatos e confecções participem da direção de conselho para dizer de que forma essa profissionalização deve ser feita, pois quem conhece das necessidades do setor, é quem nele está”, explica Justo.

 

A candidata Verônica Goulart acredita que seja necessário desenvolver o micro e o pequeno empresário, de forma a fomentar o segmento da moda. “Devemos investir no micro e pequeno empresário, que correspondem a 98% das empresas nacionais, e que é um PIB que realmente gera empregos”, defende.

 

Para o setor da indústria da moda se desenvolver, é necessário de fato que se tenha um investimento na profissionalização do setor como um todo, opinão de defesa unânime entre os participantes do debate. André Kallagri acredita na necessidade de profissionalizar o mercado como um todo, uma vez que o Brasil exporta muito produto para fora, percebendo desta forma um erro na forma como a indústria é tratada no Brasil, podendo sim ter chance de crescer nacionalmente.

 

Justo Magalhães, acredita que não adianta existir confecções se não tem profissionais competentes. Ressalta sobre a existência de boas estruturas físicas, carentes de profissionais qualificados que possam passar conhecimento e ensinar de verdade sob a direção de quem trabalha com confecções. “Hoje temos a fábrica social que forma um monte de gente que não sabe usar um overloque e fazer uma camisa de tecido plano. O ponto um é profissionalizar e junto com isso, conforme for acontecendo a profissionalização, dar linha de crédito em longo prazo para as pequenas indústrias”, explica.

 

Verônica Goulart ressaltou que como retratado por André, a cadeia produtiva da moda não é só a criação, ela é a produção, é a gestão e o comércio. Os problemas afetam todas as esferas da área da moda, em especial a parte de produção. “A falta da mão de obra ainda é uma carência enorme no mercado”, explica.

 

Em total unanimidade, estiveram como ponto principal de proposta para o governo a capacitação de profissionais para a indústria da moda, junto ao projeto de fábrica social que profissionalize, e que prepare de fato para o mercado.  Desta forma, se cria a oportunidade de gerar empregos suprindo uma carência existente na indústria em Brasília.

 

 

 

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