Finíssimo Aposta: Conheça o DNA urbano da Dona Tereza

 

Brasília é uma das cidades mais jovens do país e, como não poderia ser diferente, os estilistas da capital federal ainda lutam para construir a base de estilo de seus consumidores, cada um com sua estratégia. De um lado temos os veteranos, que desde o início apostam no conceito para chamar a atenção do público local, e de outro temos os novatos, que preferem ouvir os anseios da nossa juventude, tão apaixonada por texturas e silhuetas irregulares.

 

A Dona Tereza, marca da designer Angélica Oliveira, ilustra perfeitamente o pensamento dos novos criadores de Brasília. Optando por um streetwear imerso nas tendências urbanas e nas redes sociais, a idealizadora da etiqueta prefere investir em peças confortáveis, versáteis e atemporais, dando pouca atenção às cores. “Minhas roupas são feitas para produções práticas e elegantes. Nossa preocupação maior é com a modelagem, então usamos poucas cores, para priorizarmos as formas. Nossas características mais fortes são o uso de malha, cortes amplos, cumprimentos midi e o uso do elástico no cós das calças, para a roupa ser mais anatômica”, explica.

 

 

As inspirações da estilista surgiram nas ruas, onde ela teve contato com a cultura hip-hop. O nome da marca, inclusive, faz referência a uma música do rapper Sabotage. “Tereza, da música Dama Tereza, é a mulher que todo bom malandro deve ter por perto. Aos 16, quando idealizei a marca, eu ouvia muito rap, dançava break e, como não me sentia representada pelas marcas desse segmento, resolvi criar minhas próprias roupas para dançar. A etiqueta surgiu da minha necessidade de me vestir melhor, de me expressar e de me sentir confortável”, diz.

 

Após o nascimento da Dona Tereza, Angélica levou a marca durante um ano, mas esbarrou em algumas dificuldades, fazendo-a deixar o projeto em stand by. Em 2016, após terminar a graduação em Gestão Pública, a brasiliense resolveu dar continuidade em sua carreira de estilista. “Sempre me senti muito ligada a moda e empreendedorismo, então reativei a marca e entrei na faculdade de Design de Moda”.

 

 

 

 

 

 

 

Aos 25 anos, a brasiliense, que agora enxerga o mercado têxtil com mais propriedade, direciona seu trabalho de acordo com as matérias-primas que encontra no DF. “Como a marca ainda é totalmente independente e autoral, o momento é de muito estudo e experimentação. As referências estão em todos os lugares, desde uma fashion week europeia à um centro de lazer na Ceilândia”, defende.

 

Atualmente, os produtos da Dona Tereza são encontrados apenas online e a produção é feito sob encomenda. “Sou a única pessoa responsável por todos os processos criativos e de desenvolvimento, então nossa confecção é quase artesanal. Desenvolvemos o desing da peça, lançamos no Instagram e vendemos pelo site. Vendemos em média uma peça por dia”, relata a criadora. Angélica Oliveira

 

A compreensão de Angélica a respeito do mood que chama a atenção dos jovens brasilienses veio com sua vivência no hip-hop, contudo, sua relação com a moda vem de berço. Sua avó era bordadeira e seu pai tem uma camiseteria, onde executa serviços em grande escala e uniformes. “Sempre estive imersa nesse meio manufaturado e sem glamour da moda, mas sempre busquei refúgio criativo criando roupas para minhas bonecas, pintando tecido, tecendo tapetes com tiras de sobras de tecido e criando coisas que eu queria, mas não podia comprar”, conta.

 

 

 

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
  • Ícone Instagram
Instagram
  • Branco Facebook Ícone
Facebook

SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DO VESTUÁRIO DO DF 

(61) 3234-0414

SIA trecho 04, lote 1130

Edifício SENAP I (Cobertura)

Guará - Brasília /DF     Cep: 71200040 

© 2018 SINDIVESTE - SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DO VESTUÁRIO DO DF