Finíssimo Aposta: Conheça as bolsas e calçados da LAGO Couture

 

O couro é uma das matérias-primas mais difíceis de se manusear, pois demanda técnicas e ferramentas específicas e, diferente dos tecidos, não permite segundas chances, já que uma vez perfurado o material fica marcado permanentemente. Por conta destas e outras peculiaridades, muitos estilistas optam por não trabalhar com a pele curtida, mas há quem seja corajoso o suficiente para eleger o curtume como porta de entrada para o segmento têxtil, como o brasiliense Luiz Antônio Gomes, idealizador da marca LAGO Couture.

 

Formado em Artes Visuais pela UnB, Luiz sempre se interessou por moda, acompanhando os desfiles das grandes grifes europeias desde muito cedo, mas foi só em 2016 que o designer resolveu transformar a paixão pelo mundo fashion em negócio formal. “A escolha por iniciar com acessórios veio pela necessidade de escolher uma estratégia de inserção no mercado. Iniciar com vestuário iria demandar um investimento alto e iria depender de vários outros profissionais.  No caso das bolsas, a produção poderia ficar totalmente sob o meu controle, uma vez que eu já sabia manipular o couro”, conta.

 

Com produção feita 100% em Brasília, a marca fabrica em média 200 peças por mês. Inicialmente, Luiz executava todos os produtos sozinho, mas, com o crescimento da demanda, teve que delegar algumas partes do processo de confecção. “Toda a parte criativa ainda é feita por mim, mas com a expansão dos itens tive que contratar pessoas para me ajudar na fabricação, contudo, existem modelos que são totalmente feitos por mim”, afirma o designer.

 

Segundo ele, encontrar pessoas que saibam manipular o couro é uma tarefa árdua, principalmente em Brasília, o que fez Luiz se tornar um professor para muitos de seus parceiros. “Essa escassez de mão de obra foi o que me fez começar sozinho, mas aos poucos fui encontrando bons funcionários. Em vários casos tive que ensinar do zero”, lembra.

 

 

 

Criada com foco no mercado feminino, a LAGO Couture acabou tendo que se reinventar com o tempo, já que as mochilas, hoje um hit da marca, passaram a ser muito bem aceitas entre os homens. Atualmente, Luiz prefere não rotular seus produtos, investindo em modelos mais atemporais. “Meus acessórios são para pessoas que estão procurando por um produto com design, qualidade e estilo. Nossa proposta passeia entre o casual e o sofisticado, sobretudo pela proposta mais clean”, defende.

 

Sem trabalhar com coleções, o designer atua de acordo com o comportamento de seu público, hoje formado pelos clientes da loja colaborativa Cria Brasília, seu único ponto de venda atualmente. Porém, para o fim de agosto, Luiz prepara o lançamento de seu e-commerce. “Minha estrutura ainda é pequena, então procuro produzir pensando em um mix de itens que conversem entre si e que tenham atendam aos desejos e necessidades do meu consumidor. Com o início das vendas online, talvez isso mude”.

 

 

Confira o resto da entrevista que fizemos com Luiz Antônio:

 

Como é seu processo de criação?

 

Meu processo de criação surge a partir da manipulação direta do material. Faço um croqui inicial da peça e parto direto para a modelagem 3D.

 

Os modelos são inspirados no consumidor local ou em tendências internacionais?

 

Uma mistura dos dois. Acho que o consumidor local, no caso de Brasília, é um consumidor muito antenado com as tendências internacionais.

 

Onde você encontra as matérias-primas que você usa?

 

Minhas matérias-primas vêm de diversos locais. Busco bons fornecedores para oferecer um produto final com qualidade. Tenho fornecedores locais, mas também de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás.

 

 

 

 

 

 

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