Fluidez e praticidade dão o tom às criações de Lucila Pena

Insatisfeita com a falta de opções que a agradassem, a mineira Lucila Pena, 32 anos, arriscou criar os próprios vestidos. A advogada se sentia indecisa e insatisfeita com a carreira desde o início e chegou a tentar concursos públicos, mas não teve jeito: encontrou no design de moda a verdadeira vocação, desenvolvendo sua marca homônima em 2016.

“Eu já tinha dificuldade em achar vestidos de festa porque era tudo com muita pedraria, bordado, e eu não gostava dessas coisas”, conta.

 

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HUGO BARRETO/METRÓPOLES

 

Natural de Monte Carmelo, interior de Minas Gerais, a cerca de 450 quilômetros de Brasília, a designer veio para a capital em 2012, logo após concluir a faculdade de direito. Assim que decidiu se aventurar como estilista, o primeiro passo foi procurar cursos livres na área, como modelagem, corte e costura – tudo no sentido de entregar bons produtos para as futuras clientes.

 

O interesse pelo mundo fashion, no entanto, não é de agora. “Pesquiso muito sobre estilistas e desfiles. Minha principais referências são Yves Saint Laurent e Jeanne Lanvin, que têm uma coisa mais fluida, com pegada rock ‘n’ roll”, explica.

 

A descoberta de que tinha um pezinho nesse universo veio quando passou a desenhar vestidos para as amigas. Elas se encantavam com as criações usadas por Lucila. “Eu vejo as minhas clientes como donas de si, descoladas, com uma pegada clássica e segura. Vestem a roupa e estão prontas”, analisa.

 

A marca de Lucila ganhou os holofotes no 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Na ocasião, Mariana Goldfarb, namorada de Cauã Reymond, usou um modelo nude com busto de cone, no estilo Madonna dos anos 1990. A indicação veio de uma amizade da estilista.

 

“Ela conversou com uma amiga minha, procurando uma marca, então me chamou no WhatsApp e encomendou o vestido. Achei legal da parte dela querer usar algo de Brasília”, lembra. Para Lucila, o item é a identidade da grife.

 

                                                                                                  Mariana Goldfarb veste Lucila Pena

 

 

A label nasceu com vibe rock ‘n’ roll e abusando do preto, rendendo coleções como a Black & Nude, lançada em 2017. Hoje, tem ares mais coloridos. “Minha tabela está bem arco-íris”, acrescenta. Além dessa, Lucila não vê uma mudança muito grande na estética, ao relembrar-se de quando começou. “Procuro manter a modelagem e, principalmente, a qualidade. A fluidez dos tecidos é uma coisa que mudou com o tempo”, comenta.A label nasceu com vibe rock ‘n’ roll e abusando do preto, rendendo coleções como a Black & Nude, lançada em 2017. Hoje, tem ares mais coloridos. “Minha tabela está bem arco-íris”, acrescenta. Além dessa, Lucila não vê uma mudança muito grande na estética, ao relembrar-se de quando começou. “Procuro manter a modelagem e, principalmente, a qualidade. A fluidez dos tecidos é uma coisa que mudou com o tempo”, comenta.

 

 HUGO BARRETO/METRÓPOLES

 

O processo todo é bem espontâneo. “Não costumo ter coleções, as coisas vão fluindo. Faço alguns vestidos que, se dão certo, testo em jacquard, seda, vou fazendo com o mesmo corte e modelo, e vendo como fica”, explica.

 

Apesar de gostar bastante de jacquard – influência de Saint Laurent –, ela tem trabalhado com zibeline, mas afirma que seda é um dos tecidos favoritos das clientes. “O público gosta muito de materiais leves e frescos, porque são bons para casamentos e outros eventos durante o dia”, aponta.

 

A praticidade está presente também em detalhes que a estilista procura acrescentar nas peças, como bolsos. “Já fiz umas calças bem anos 1970, com pantalonas e túnicas. Até música me inspira muito. Se estou escutando Johnny Carter, procuro os clipes, e as roupas são as coisas mais lindas”, observa.

 

Para criar as novidades, Lucila busca referências no presente. “As coisas vão fluindo a partir de conversas com amigas. Filmes, viagens ou desfiles me inspiram, assim como coisas vividas por mim no momento. Estou grávida, fazendo muita coisa solta e fluida”, diz. Mas ela é firme ao falar sobre identidade própria: “Eu não desenvolvo nenhuma peça que não usaria ou não teria no meu closet. Faço o que eu gosto e acredito.”

 

A mamãe de primeira viagem vai em breve dar à luz Maria de Lourdes, fruto do relacionamento com o dentista Rafael Pena, namorado da adolescência com quem se casou em 2011. Com a chegada da criança, perguntei se pensava em criar uma linha infantil. Ela não descarta a possibilidade, mas, até o momento, não há nada nos planos.

 

Fora de cogitação, por enquanto, são peças na pegada “mãe e filho”, da qual ela diz não ser muito fã. “Depois que o filho nasce, muita coisa muda. Então, posso não gostar hoje e depois achar lindo, vamos ver”, considera.

 

HUGO BARRETO/METRÓPOLES

HUGO BARRETO/METRÓPOLES

 

A divulgação da brand, segundo Lucila, é toda boca a boca, e as vendas são combinadas por redes sociais, como Instagram. Há um ano, ela está com um escritório na QI 11 do Lago Sul, onde as clientes podem tirar medidas e comprar algumas peças ready-to-wear. Embora não tenha ateliê, a produção é toda em Brasília, com pequenas costureiras e participação da designer em todo o processo.

 

Serviço

Lucila Pena
QI 11, Bloco P, Sala 206, Lago Sul
Telefone: (61) 98165-7890
lucilapena.com.br

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