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Finíssimo Aposta: Designers conquistam brasilienses com acessórios de borracha e acrílico

 

Pode-se dizer que o segredo do sucesso na moda está ligado diretamente à relação do design com as matérias-primas, afinal, de nada adianta uma ideia brilhante se não há o material perfeito para executá-la. Tendo isso em mente, as peças da marca brasiliense Soneto são algumas das criações mais interessantes que vimos na capital federal nos últimos anos. Investindo na maleabilidade da borracha e na versatilidade do acrílico, os idealizadores da etiqueta, Anelise Witt e Ricki Lustoza, propõem aos consumidores colares, brincos e pulseiras cheios de modernidade e expressão.

 

Marcados pela assimetria, os acessórios da Soneto casam muito bem com o momento em que a moda vive, já que a irregularidade está cada vez mais presente no guarda-roupas. “Para o conceito clássico de beleza a simetria é essencial ao belo, pois é a harmonia das formas que traz a beleza. Na Soneto nós acreditamos que a beleza reside também na diferença das formas, no que foge à regra, no impreciso”, explica a criadora da marca.

 

 

 

Aos olhos de Anelise, que é doutora em Artes de Tecnologia, as tendências servem de referência, mas não norteiam suas ideias. “Tento não me basear no óbvio, pois trabalhamos com um conceito mais atemporal, mas fico atenta ao mercado nacional e internacional, uma vez que precisamos dialogar com o que o consumidor tem interesse”, afirma.

 

Sem trabalhar com coleções, o casal aposta em linhas ligadas às formas usadas, como a Cobogós, que homenageia a arquitetura de Brasília. Além dela, os conjuntos Concreta, Redondilha, Minimal e Versos Livres compõem o mix da marca. “A Linha Concreta é a que tem disparado o maior número de vendas, sendo hoje nossa principal linha”, diz Anelise.

 

Por trabalharem com materiais diferenciados, Anelise e Ricki buscam suas matérias-primas em São Paulo, mas a execução do trabalho é toda feita no DF. “Fazemos o corte a laser e a montagem aqui em Brasília. Não foi fácil encontrar quem cortasse esse tipo de material. O laser é muito difundido para cortes em madeira e acrílico, mas para a borracha foram precisos muitos testes e boa vontade de alguns profissionais, que aprenderam com a gente como executar as peças da melhor forma”.

 

Todas as peças da Soneto estão disponíveis no site da marca www.sonetojewelry.com.br e nas lojas Muv Gastrostore, na 408 Sul, Cada Quilha, na 716 Norte, e na Loja BÔH, na 216 Norte. Para saber mais sobre a etiqueta e seus criadores, leia a entrevista que fizemos coma sócia Anelise Witt:

 

 

Quando começou sua relação com a moda e os acessórios?

 

Na adolescência, quando começa o nosso interesse em nos expressar por meio das roupas e acessórios, eu me sentia um tanto deslocada, pois, além de estar muito acima do peso e ter dificuldades de encontrar roupas que eu gostasse, os acessórios me davam alergias. Devido a essa dermatite de contato, decorrente da alergia a metais, acabei sempre garimpando acessórios que não utilizassem metais em sua composição. Devido a essa dificuldade pessoal, eu sempre tive a intenção de que, quando tivesse minha marca de joias, ela seria a mais antialérgica possível, pois, para quem não tem alergia, não faz diferença alguma, mas para quem tem é importante. Além disso, o acessório me parece o elemento da moda mais democrático, pois um brinco veste bem tanto uma menina magra quanto uma menina mais gorda.                                                                                                                                                                       Ricki Lustoza e Anelise Witt

 

Você tem doutorado em Artes e Tecnologia. Como sua carreira acadêmica influenciou sua criação?

 

Na faculdade o interesse e o entendimento por materiais alternativos só aumentaram. Comecei a colecionar peças diferenciadas feitas em resina, pedra, plástico, borracha, acrílico, madeira e aço. Foi no curso que eu adquiri o conhecimento que possibilitou a realização desse sonho.

 

Quando e como a marca surgiu? De onde saiu a ideia?

 

A marca sempre foi uma vontade minha, desde a época que cursava Design de Produto, mas por motivos diversos, especialmente pela insegurança, nunca quis lançar, com receio de não dar certo. Em 2016, quando eu estava na metade do curso de doutorado e insatisfeita com o meio acadêmico, comecei a repensar o que de fato gostaria de fazer profissionalmente e nisso surgiu a Soneto, que sempre foi um projeto engavetado.

 

Por que você resolveu dar esse nome à sua marca?

 

Sempre acreditei que não deveriam haver regras que definissem quem é belo ou não. A beleza da poesia está na ordenação de palavras comuns e esse é o pensamento norteador. Não é a raridade ou preciosidade dos materiais que definem uma joia, mas como ordenamos e rearranjamos materiais comuns ou alternativos. E Soneto acabou se tornando uma palavra e conceito que representa isso, somada a ideia de ritmo que é um dos elementos que tentamos trabalhar na coleção inicial.

 

Qual seu público-alvo? Quem usa as peças de vocês?

 

Nosso público é majoritariamente feminino, embora tenhamos clientes do sexo masculino. Nosso público-alvo são mulheres que acreditam que o estilo é superior à moda e às tendências, que visam conforto e elegância e que gostem de demostrar personalidade. Segundo o Instagram são mulheres entre 24 e 59 anos.

 

Como você avalia o consumidor brasiliense?

 

Eu sou de Porto Alegre. Não sou brasiliense, moro aqui há 4 anos, mas sinto que há um interesse crescente em consumir produtos locais, de saber a história por trás do produto.

 

 

 

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