Pré-candidato ao Buriti, Alexandre Guerra defende desenvolvimento do segmento têxtil no DF

11/06/2018

 

A quatro meses do primeiro turno das eleições de 2018, os burburinhos em torno dos pré-candidatos ao Buriti começam a tomar forma. Selecionado como um dos possíveis candidatos do Novo ao Governo do Distrito Federal, Alexandre Guerra, herdeiro da rede de fast-food Giraffas, é um dos nomes que mais vem ganhando força entre os brasilienses. Defensor de uma política liberal focada na educação, saúde, segurança, geração de empregos e melhoria do transporte, o empresário também defende o desenvolvimento do mercado têxtil, o que vem chamando a atenção dos nomes que movimentam a moda da capital federal.

 

Para Alexandre, a possibilidade de fomentar o polo criativo é real, não apenas para o setor têxtil, que exportou pouco mais de US$ 500 mil em 2017, mas também para o artesanato de alto padrão, móveis autorais e joias. “Precisamos de uma indústria leve, não poluente e que agregue valor pelo talento. Ainda não posso detalhar quais incentivos poderemos ter aqui, mas dispomos de capacidade tecnológica gerada a partir das universidades, de um banco vocacionado para a economia local e de um fundo constitucional para o desenvolvimento do Centro-Oeste, o que viabilizar o crescimento do segmento”, garante.

 

 

Antes da recessão econômica que atingiu o país em 2015, o Distrito Federal estava entre os dez maiores polos de vestuário do Brasil, mas atualmente amarga números cada vez menores. Até mesmo a produção de uniformes, que é a principal atividade da indústria têxtil daqui, caiu. “Só as escolas públicas demandam mais de 550 mil camisetas por ano. Entre fardas de policiais militares e bombeiros do DF eram confeccionadas cerca de 10 mil peças por mês. Este segmento tem condições de gerar cerca de dez mil empregos diretos”, comenta.

 

Aos 37 anos, formado em direito, com mestrado em administração e MBA em comércio internacional, Guerra acredita que o Distrito Federal necessita de alguém com experiência em gestão, o que ele tem de sobra, já que foi CEO do grupo Giraffas, entre 2012 e 2016, e fez parte do Conselho de Administração da organização, que hoje conta com mais de 410 unidades no território nacional e no exterior e tem cerca de 10 mil funcionários.

 

Essa é a primeira vez que o Novo terá um candidato a governador no DF. O partido, oficialmente inscrito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2015, anunciará se Alexandre realmente será sua aposta por aqui no mês que vem, quando seus membros se reunirão para decidir seus representantes nas próximas eleições. Filiado há mais de um ano, Guerra passou pelas primeiras fases da seletiva e parece ser o favorito dentre os concorrentes.

 

Segundo ele, a escolha pelo Novo se deu devido às semelhanças de posicionamentos e ideias entre ambos. “A proposta do Novo é parecida com a minha crença pessoal. Eles querem trazer para o DF e para o Brasil uma nova forma de se fazer política. E isso vai acontecer com legitimidade, honestidade, com um estado menor voltado para um cidadão maior, com competência e sem corrupção, com carga tributária honesta e focado no crescimento do cidadão e do DF. O Novo é tudo que eu quero para mim e para a nossa cidade”.

 

Para saber mais sobre a vida e projetos de Alexandre, o Finíssimo conversou com o pré-candidato. Confira a entrevista:

 

Como você avalia sua infância e adolescência? Como foi crescer em meio a uma das maiores franquias do país?

 

Na verdade, até a minha adolescência o Giraffas não era “uma das maiores franquias do país”. Era uma pequena rede local, negócio de família e alguns amigos. Mas tenho orgulho de, desde meus 18 anos, ter entrado para a empresa e participado de seu crescimento, até se tornar a maior franquia do país, de capital 100% nacional, do setor de alimentação.

 

 

Como se deu sua relação com a marca? Foi algo natural ou existiu algum tipo de pressão para você adentrar o negócio da família? Seu curso superior foi voltado à empresa?

 

Foi tudo natural e sabia que tinha que participar do Giraffas, pois praticamente cresci dentro de seus restaurantes e escritórios. Tenho paixão pela gestão e pelos estudos e isso me pareceu natural, mas apenas o meu mestrado no INSPER foi mais focado no setor de alimentação.

 

Quais cargos você ocupou na rede?

 

Comecei antes dos 18 anos, em funções administrativas, cuidando de contas a pagar e controle de bancos e outros serviços similares. Depois fui crescendo até assumir uma gerência e, posteriormente, a diretoria financeira e a presidência, depois de mais de 15 anos na empresa.

Você ainda está vinculado ao Giraffas de alguma forma?

 

Você ainda está vinculado ao Giraffas de alguma forma?

 

Não, não estou mais. Tenho apenas uma pequena participação acionária em uma das holdings que são as grandes acionistas da empresa.

 

Como surgiu ideia de se candidatar ao Buriti? Por que você quer ser governador de Brasília?

 

A minha geração se afastou muito da política porque não nos identificávamos com as regras de conchavos, toma-lá-dá-cás e perpetuação do poder dessas pessoas que são da velha política. Por muito tempo, pensamos que isso não era problema nosso, mas agora é hora de renovar o cenário político com gente do bem. Não é mais possível manter-se alheio ao que acontece com o país, afinal, eu pretendo que meus filhos cresçam nele. Precisamos renovar as práticas políticas e a forma com que Executivo atua, com gente honesta e competente. Se não nos engajarmos nessa proposta de termos pessoas honestas e competentes na gestão pública, os maus vão continuar fazendo política para a defesa de seus próprios interesses. Como disse um filósofo grego, a desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta. Pior no Distrito Federal, onde a velha política, que domina há anos a cidade, tem uma parte que é corrupta e quase toda ela pensa apenas em seu próprio benefício.

 

Você levanta a bandeira da juventude no poder. Por que você acha que os jovens irão governar melhor que os marajás da política local?

 

A juventude tem mais coragem de mudar, por isso pode assumir um papel importante na ruptura dessa corrente de incompetência, corrupção e desmando no DF e no Brasil. Essa turma tem força, energia e está cansada de ver a velha política dilapidar o futuro de sua geração. Eles fazem muita diferença. Mas as pessoas que me cercam e me apoiam não são apenas jovens. Também posso contar com pessoas mais experientes e que estão cansadas de conchavos e troca-troca de cargos por falso apoio. Acredito que essa mistura da energia dos jovens com a experiência de outros mais veteranos, que estão envolvidos na minha candidatura e querem renovar a política, vai resultar em um governo muito melhor, eficiente e preocupado com o DF e com seus cidadãos.

 

O que você pretende fazer pela cidade? Quais são suas principais metas, caso seja eleito?

 

Estamos levantando os pontos de ataque, digamos assim, e trabalhando com grupos de especialistas em cada segmento. Isso está sendo feito para obter um diagnóstico preciso para flanquear os pontos mais importantes. Posso te adiantar que a saúde, segurança, emprego e transporte são pontos em que identificamos opções viáveis, porque o orçamento para essas áreas existe, mas é muito mal gerenciado. O DF sofre do mal de uma gestão pobre e sem agenda para incentivar seu desenvolvimento, mas sabemos que existem recursos suficientes para fazer muita coisa, com gestão mais competente, mais focada no essencial para o cidadão, cortando privilégios, cargos de livre nomeação e outras ações.

 

Qual sua estratégia de campanha? Você vai se vender como Alexandre ou como herdeiro da rede Giraffas?

 

Eu me apresento com a minha história de 37 anos aqui no DF. Um brasiliense, executivo do setor privado, marido, pai e totalmente comprometido com a cidade. Sou parte do Giraffas e a história da empresa está ligada à minha vida e formação. Trabalho desde antes dos 18 anos com meu pai e isso me faz herdeiro de tudo que ele me ensinou e me educou, mas também posso ser identificado como Alexandre Guerra, pré-candidato ao GDF pelo NOVO, que pensa ser possível mudar a forma de se fazer política.

 

O que sua família acha da sua candidatura? Como eles reagiram a essa decisão?

 

Tenho apoio da minha família. Eles sabem que é um projeto para o DF e que terei que abrir mão de tempo com eles. Mas veja: isso é um sacrifício que tenho que assumir e acredito que todos nós, honestos e comprometidos, devemos fazer para que a política não continue sendo dominada por pessoas más, corruptas, bandidas e que destroem nossa cidade.

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