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SPFW N56: CONHEÇA AS 5 MARCAS ESTREANTES

Saiba mais sobre os estilistas e histórias por trás da Artemisi, HIST, Joao Maraschin, Mateus Cardoso e Sau, as cinco marcas estreantes da SPFW N56.


SPFW N56 começa na próxima quarta-feira (08.11) com algumas novidades na programação.Tem o retorno da estilista Helô Rocha, o primeiro desfile presencial da Foz e de Heloisa Faria e cinco marcas estreantes.

A seguir, apresentamos os estilistas e as histórias dos debutantes:

Artemisi

Crescendo em um bairro periférico de Vitória, Espírito Santo, Mayari Jubini aprendeu cedo que estudar era a sua melhor opção. Boa em literatura, interessada em artes e vencedora de Olimpíadas de Matemática, ela ouvia de seus professores que deveria seguir uma carreira tradicional. Poderia ser advogada, engenheira, médica.

Acontece que, desde pequena, ela sonhava em ser estilista. E – ainda bem – seus pais nunca se opuseram. Pelo contrário. O pai não chegou a ver a marca da filha nascer, mas foi a semente para sua criação. Três meses depois de seu falecimento, no fim de 2019, Mayari entendeu que não podia mais esperar e decidiu lançar a Artemisi.

Formada em moda e pós-graduada em administração, ela nunca deixou os estudos de lado. Hoje, eles são a base para seu conhecimento sobre novas maneiras de se fazer roupa – da pesquisa e experimentação com diferentes materiais à incorporação de processos tecnológicos na produção.


Não à toa, as suas principais criações são bustos feitos com impressoras 3D. Eles fazem parte de um visual futurista livre de qualquer interpretação nostálgica. Postadas nas redes sociais, essas peças chamaram rapidamente a atenção de uma série de artistas, como Pabllo Vittar, Luisa Sonza e Demi Lovato.

Para a sua estreia na SPFW N56, às 21h30 do dia 08 de novembro, Mayari decidiu falar sobre o tempo, recorrendo a diversas estéticas que cruzaram a história da humanidade. De armaduras romanas a casacos de streetwear cheios de texturas. Trata-se da sua admiração pelas artes visuais em vários períodos, aliada ao interesse por inovação.

HIST

Giuliana Braide lançou a HIST em 2021 e, dois anos e seis meses depois, já tem uma loja própria, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, e um convite de Paulo Borges, sócio-criador e fundador da SPFW, para desfilar no evento.

No fim de 2022, sentindo falta de outro um desafio para dar continuidade ao crescimento do negócio, Giuliana conseguiu o contato de Paulo Borges com uma amiga e mandou uma mensagem. “Foi mais para dizer: ‘oi, existimos’. Achava que não daria em nada.”

Mas deu. Paulo retornou, porém as agendas não batiam e o assunto acabou esfriando. No dia 26 de junho, a inauguração da loja fez um barulho considerável – dentro e fora das redes sociais. No mês seguinte, foi marcada uma reunião e o resto vocês já sabem.


“Uma das minhas maiores preocupações era ter estrutura para aproveitar essa oportunidade quando rolasse”, fala Giuliana. “Será que a gente vai saber aproveitar todo o investimento necessário, será que vamos conseguir fazer valer a pena comercialmente?”

A trajetória profissional dessa cearense radicada em São Paulo indica que sim. Nascida em Fortaleza, Giuliana, 26 anos, se apaixonou por moda aos 10. E não só pela criação, mas pelas partes administrativa e financeira. “Venho de uma família de empreendedores, então me considero meio criativa, meio empresária”, disse ela, em entrevista publicada no Vol. 11 da ELLE impressa.

Da cidade natal, mudou para Nova York, onde estudou marketing de moda e trabalhou na consultoria de tendências Fashion Snoops e no escritório internacional da brasileira PatBo. Aí veio a pandemia, a volta para o Brasil e a decisão de lançar a HIST – abreviação de “how I see things” (como eu vejo as coisas).

A primeira coleção, Paisagem, trabalhava com uma alfaiataria desconstruída em coletes, chemises e saias lápis, com decotes, recortes e assimetrias em modelagens pensadas para vestir um maior número de corpos. É exatamente isso que chegará atualizado e melhorado à passarela da SPFW N56, às 20h30 de sexta-feira (10.11)

Joao Maraschin

A primeira vez que falamos de Joao Maraschin (sem til mesmo, para facilitar a leitura em inglês) por aqui foi no ano do lançamento da sua marca homônima e da sua estreia na semana de moda de Londres. O desfile aconteceu à convite da London College of Fashion, semanas antes do primeiro lockdown na cidade.

De lá para cá, o negócio não parou de crescer. Só em 2023, ele foi o primeiro brasileiro semifinalista do prêmio para jovens criadores da LVMH, é um dos indicados ao Latin Fashion Awards na categoria projeto artesanal do ano, viu os pontos de vendas se expandirem na Itália, no Japão e no Reino Unido. Ah, e rolou ainda uma parceria com a Alexander McQueen, com uma série limitada de peças feitas a partir de tecido descartado.

Natural de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, Joao, 32 anos, aprendeu a fazer crochê e macramê com as avós, trabalhou em empresas do setor têxtil e, em 2014, foi para Belo Horizonte para trabalhar com Ronaldo Fraga.

Em 2016, deu início a um curso de pós-graduação em Londres, onde vive até hoje. Emendou a pós em um mestrado, que lhe rendeu o convite para desfilar na London Fashion Week, e passou pelas equipes de Grace Wales Bonner e Jonathan Anderson.


Apesar da própria nacionalidade, das matérias-primas brasileiras e do trabalho consistente com cooperativas e artesãos de diferentes regiões do país, o Brasil demorou um pouco para se tornar um mercado consumidor de Joao Maraschin. “Sempre foi meu interesse”, afirma o designer. “Desde a primeira coleção, criamos relações com potenciais parceiros daqui (a entrevista aconteceu em São Paulo). Mas teve a pandemia e tudo mudou.”

Nos últimos meses, Joao viajou cerca de 12 vezes ao país num curto período de tempo. A proximidade com o mercado e a indústria locais deram novo fôlego ao desejo de ter pontos de vendas em solo nacional. Entre as muitas conversas com pessoas da área, chegou a Paulo Borges e pronto.

A estreia do estilista na SPFW N56, às 12h do dia 11 de novembro, marca uma espécie de volta para casa. A coleção, a maior já produzida, busca representar o intercâmbio cultural que deu origem à coisa toda. Além da estruturação de uma pequena operação nacional, peças de Joao Maraschin já estão à venda na plataforma digital Shop2Gether e, em breve, na multimarcas Pinga.

Mateus Cardoso

Por formação, Mateus Cardoso é estilista. Por aptidão – e paixão –, é alfaiate. Um dos raros alfaiates em atividade, mais ainda nas gerações mais jovens. Ele tem 26 anos e a marca, que funciona em esquema de ateliê, com pedidos sob encomenda e feitos sob medida, tem três.

O negócio começou em 2019, depois de um desfile na Casa de Criadores, conquistado com a vitória de um concurso de novos talentos um ano antes. Os primeiros pedidos começaram a chegar na mesma noite. Recém-formado pela Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, ele teve de escolher entre trabalhar para alguma marca ou se lançar em carreira solo.

Nascido em Monte Belo, no sul de Minas Gerais, Mateus mudou para a capital paulista em 2016, após passar no vestibular e conseguir uma bolsa. No início do curso, mal desenhava. Os trabalhos do primeiro ano foram todos para o lixo. A confiança só veio quando aprendeu a costurar.


Gostou tanto que saiu à procura de cursos extracurriculares. Encontrou um de camisaria na Associação dos Alfaiates e aí foi um caminho sem volta. Acontece que cursos de alfaiataria eram caros demais, então a solução foi bater de porta em porta pelos poucos alfaiates que restavam na cidade.

Ouviu mais não do que sim, até que um senhor de 92 anos se animou com a ideia de ter um assistente-aprendiz. “Era uma alfaiataria bem tradicional, com tudo feito à mão. Foi onde aprendi a importância de um bom acabamento, da precisão no corte”, disse em entrevista a este site.

Desde então, o processo criativo de Mateus começa no busto. Escolhe uma peça, veste ela no manequim e fica dias estudando sua construção, desmontando e alterando a montagem tradicional a partir de um ponto de vista contemporâneo e pessoal. Pelo menos até a chegada do cliente. “Uma das coisas que mais gosto é observar as pessoas”, diz ele, dias antes do desfile. “O trabalho de ateliê tem muito disso, de entender o outro – e você mesmo também.”

Desde o desfile da Casa de Criadores, quatro anos atrás, Mateus não colocou mais os pés nas passarelas. “A vontade sempre existiu, mas teve pandemia, a marca, o ateliê cada vez mais agitado, e fui postergando”, comenta. A demora também pode ser vista como amadurecimento.

A coleção que será desfilada na quinta-feira (09.11), às 16h, é o resultado dessa trajetória em maturação há 3 anos. A virada de chave veio com uma série de acontecimentos e resoluções pessoais e familiares.

“Chamei o Walter Rodrigues, meu grande padrinho desde sempre, e disse que era hora”, fala Mateus. Também estilista e grande nome da moda brasileira, Walter Rodrigues mexeu seus pauzinhos e fez-se o convite para integrar o line-up da SPFW N56.

SAU

Marina Bitu surfa, Yasmin Nobre veleja, ambas amam o mar. A primeira é estilista (sua marca homônima estreou na edição passada da SPFW), a segunda é psicóloga. Juntas, são as fundadoras e sócias da Sau.

O empreendimento começou por pura necessidade, em 2021. A dupla sentia falta de uma roupa de praia sem firula – sem conchinha, cordinha, cortininha –, capaz de tornar a experiência à beira à tão natural quanto o desejo de estar em contato com a natureza, com o oceano.

“A marca nasceu em 2 de fevereiro, dia de Iemanjá e sentimos que, por ser filho da pandemia, nosso empreendimento é marcado por resiliência, força e vontade de viver”, explica Yasmin. Com uma loja própria, forte presença no atacado, vendas internacionais em 13 países e entrega em todo o Brasil para compras online, não tem muito como duvidar de tais características.


A proposta da Sau é oferecer roupas que possam atender às múltiplas necessidades e vontades das mulheres. Tipo um bom resort wear na orla, algo fácil e elegante para passear com a família e uma roupa para a prática de esportes. Tudo com um visual limpo, sem muitas decorações e variações cromáticas.

O début na SPFW N56, marcado para quarta-feira (08.12), às 19h, contará com uma homenagem ao trabalho do artista Sérvulo Esmeraldo, nascido no interior do Ceará no final da década de 1920, e um dos destaques do país em arte cinética. É de sua obra que vem a inspiração na cartela de cores restrita ao preto, branco e vermelho, além da brincadeira com as formas das ondas feitas com cortes a laser no tecido.




Fonte: ELLE



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