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Investimento para ampliar acesso ao vestuário nos 30 anos do Real

Atualizado: 3 de jul.

Por Fernando Valente Pimentel

Diretor Superintendente / Presidente Emérito / Abit - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção



A indústria têxtil e de confecção, evidenciando seu compromisso com a economia brasileira e o acesso da população a produtos de qualidade para suprir a prioritária necessidade de se vestir, tem investido em tecnologia e produtividade, repassando à sociedade os ganhos resultantes desse processo. Os resultados dessa postura do setor são efetivos e expressivos: nos 30 anos do Real, que começou a circular como moeda em 1º de julho de 1994, a inflação geral acumulada foi de 708%. No mesmo período, os preços do vestuário evoluíram apenas 403,8%, posicionando o segmento como um dos dois que apresentaram o menor índice de aumento.


É o que demonstra abalizado levantamento de Bruno Carazza, professor associado da Fundação Dom Cabral, com base em dados do IBGE. Os números demonstram que nosso setor, apesar das dificuldades referentes ao excesso de impostos, insegurança jurídica, ciclos longos de juros altos, dificuldade de acesso ao crédito e outros fatores que constituem o “Custo Brasil”, tem se superado no sentido de contribuir para o controle da inflação, democratização do consumo e o crescimento sustentado da economia brasileira.


A indústria têxtil e de confecção é constituída por cerca de 23 mil empresas, distribuídas por todo o País, a maioria delas pequenas e médias, empregadoras de 1,3 milhão de pessoas. Esse expressivo volume de postos formais de trabalho tem forte presença feminina. A cadeia produtiva do setor é a única no Ocidente totalmente integrada, desde a produção de fibras (naturais, sintéticas e artificiais) até a confecção pronta, passando pela fiação, tecelagem e design.



O parque industrial têxtil e de confecção do Brasil, um dos cinco maiores do mundo no setor, demandaria investimentos de R$ 460 bilhões para ser construído. Seu fomento baseia-se hoje no Documento Têxtil 2030, aderente aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Nosso setor tem se pautado cada vez mais na produção limpa, aporte tecnológico, design avançado, valorização das pessoas e acesso da população a produtos de qualidade e preços acessíveis a todas as faixas de consumo. É assim que nos mobilizamos em favor do progresso brasileiro.

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