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Fibra, Fecomércio-DF e Sebrae-DF levam propostas à Conferência Distrital de Ciência, Tecnologia e Inovação

Na sexta-feira, 19 de abril, na Conferência Distrital de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no DF (Sebrae-DF) apresentaram propostas de políticas, estratégias e ações colhidas no encontro preparatório que tratou do tema sob a ótica do empreendedorismo. A conferência foi na sede do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Entre as sugestões estão a melhoria do acesso a iniciativas governamentais e oportunidades de financiamento para simplificar o acesso a pesquisa, desenvolvimento e inovação; o aperfeiçoamento de mecanismos para a integração de micro e pequenas empresas nas compras governamentais; e a simplificação dos processos de contratação pública.

A criação de linhas de crédito para financiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para aquisição de máquinas industriais; a integração da ciência e da tecnologia à educação básica, a partir do aprimoramento das diretrizes curriculares; e a melhoria da comunicação institucional entre academia, indústria e governo também fazem parte das propostas levadas pela Fibra, pela Fecomércio-DF e pelo Sebrae-DF.

O documento foi estruturado a partir das discussões realizadas em 15 de abril, em um dos encontros preparatórios para a conferência distrital. Além dessa reunião focada em empreendedorismo e inovação, houve outras para pensar propostas para popularização da ciência; pesquisa e formação científica; desenvolvimento tecnológico e instrumentos de fomento e financiamento de ciência, tecnologia e inovação.

A Conferência Distrital de Ciência, Tecnologia e Inovação integra a etapa local de preparação para a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, marcada para ocorrer de 4 a 6 de junho, em Brasília.

O próximo passo de preparação para o encontro nacional ocorrerá em Goiânia (GO), em 29 e 30 de abril, quando as sugestões serão defendidas na Conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação da Região Centro-Oeste.

“Não há independência de nenhum país sem forte investimento na produção científica e tecnológica, na inovação e, sobretudo, na formação do povo”, disse o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do ministério, Inácio Arruda, anfitrião da conferência do dia 19. Ele destacou o papel da indústria nesse processo. “Não é possível fazer inclusão social sem um projeto também avançado de industrialização. A nova indústria brasileira é uma indústria de tecnologia, que investe pesadamente nisso.”

O diretor de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da Fibra, Graciomário de Queiroz, elogiou o ministério pela retomada da realização da conferência, o que, nas palavras dele, demonstra o “compromisso renovado com a promoção do pensamento científico e tecnológico na agenda governamental federal”. A conferência nacional ocorre desde 1985 e a última edição, a quarta, foi em 2010.

“Sem ciência, tecnologia e inovação, nosso futuro é incerto, por isso é fundamental desenvolver políticas públicas participativas e transparentes para o setor. A indústria desempenha um papel muito importante no desenvolvimento econômico, gerando empregos de alta qualidade”, defendeu, ao dizer que a temática central da conferência está diretamente relacionada à necessidade de repensar a industrialização em novas bases. “O Distrito Federal tem grande potencial nesse sentido: vocações tecnológicas e mão de obra qualificada”, completou o representante da Fibra.

Encontro preparatórioEm 15 de abril, empresários, acadêmicos, pesquisadores, estudantes, representantes da sociedade civil e dos governos local e federal se reuniram no auditório da Faculdade Senac para o encontro preparatório focado em empreendedorismo e inovação, que teve o apoio da Fibra, da Fecomércio-DF e do Sebrae-DF.

Os participantes foram divididos em grupos para debater e apresentar ideias, pautados em quatro eixos temáticos:

  • Pesquisa e desenvolvimento: avanços e desafios na produção de conhecimento científico e tecnológico

  • Empreendedorismo e inovação: desafios e oportunidades para o empreendedorismo inovador

  • Impacto social: como a ciência, tecnologia e inovação podem contribuir para o desenvolvimento social e redução das desigualdades

  • Políticas públicas: estratégias e ações governamentais para promover o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação

Presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário do DF (Sindiveste-DF), Walquiria Aires participou da discussão no eixo sobre políticas públicas. “Temos opiniões, sugestões e soluções e elas devem ser apresentadas, além de mostrar para o governo como é importante uma política para alavancar a indústria do DF”, defende.

Na mesa de abertura, o presidente da Fibra, Jamal Jorge Bittar, reforçou o fato de inovação, criação e tecnologia estarem no DNA de Brasília. Ele destacou o trabalho do Serviço Social da Indústria (Sesi) na propagação da tecnologia na educação.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do DF (Senai-DF), por sua vez, é parceiro da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF na construção de uma realidade 4.0 para a indústria local. Em dois convênios com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAP-DF), a instituição promove a evolução tecnológica do parque industrial e forma profissionais para atuar na indústria, com foco no mercado de trabalho do futuro.

Antes do debate, os participantes assistiram a uma palestra sobre inovação com a coordenadora do Instituto Sesi/Senai de Tecnologias Educacionais, Juliana Gavini, que apresentou dados como os do Ranking de Competitividade dos Estados 2023. De acordo com o estudo, o Distrito Federal ocupa a quarta colocação geral no País e é 11º quando o pilar analisado é inovação.

Estratégia nacionalA 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação tem o objetivo de analisar os programas, planos e resultados da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2016–2023 e propor recomendações para a elaboração da Estratégia 2024–2030.

A mobilização para a construção coletiva de uma agenda para o futuro da ciência, tecnologia e inovação no Brasil é o desafio da quinta edição, cujo tema é Ciência, Tecnologia e Inovação para um Brasil Justo, Sustentável e Desenvolvido.

Quatro eixos estruturantes norteiam a iniciativa:

  • Recuperação, expansão e consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação

  • Reindustrialização em novas bases e apoio à inovação nas empresas

  • Ciência, tecnologia e inovação para programas e projetos estratégicos nacionais

  • Ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento social

Texto: Samira Pádua

Fotos: Marcos Gomes/Fibra

Assessoria de Comunicação da Fibra




Fonte: Sistema Fibra

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