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Desenrola 2.0 inclui micro e pequenas empresas e facilita a renegociação de dívidas

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  • 3 de jun.
  • 3 min de leitura

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)


As novas regras do Desenrola Brasil 2.0 estendem a renegociação de dívidas e o acesso a crédito para MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte (EPPs), com condições de acesso que variam de acordo com o porte. A reformulação de programas como Procred e Pronampe facilita a troca de dívidas caras de curto prazo por linhas de financiamento mais flexíveis e prazos mais longos.


Para os pequenos negócios, a medida garante fôlego financeiro ao ampliar a carência para até 24 meses e o prazo de pagamento para até 96 meses. Os limites de crédito também subiram: até R$ 180 mil no Procred (ou 60% do faturamento para empresas lideradas por mulheres) e até R$ 500 mil no Pronampe.


Especialistas apontam que a nova tolerância a atrasos (que subiu de 14 para até 90 dias) evita restrições imediatas ao caixa das empresas. Além disso, a cobertura pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) reduz o risco e incentiva os bancos a oferecerem juros mais favoráveis.


O principal desafio da iniciativa é operacional: garantir que as instituições financeiras repassem essas novas condições com agilidade, facilitando o acesso direto dos empresários aos novos prazos e limites.



Empresas do Simples terão declaração pré-preenchidapela Receita Federal


nova regulamentação da Receita Federal permite que as micro e pequenas empresas do Simples Nacional que aderirem à Reforma Tributária escolham como recolher os novos tributos. As empresas poderão optar por manter o recolhimento unificado por meio da guia única tradicional ou realizar o pagamento desses novos impostos de forma separada.


A opção pelo recolhimento individualizado exige que o negócio mantenha um controle contábil rigoroso de todas as suas operações de compra e venda. Esse detalhamento é indispensável para que a empresa consiga aplicar o sistema de créditos e compensar os tributos pagos na aquisição de insumos contra os valores devidos nas vendas.


Essa decisão terá validade por prazo Indeterminado, dispensando a necessidade de renovação periódica a cada seis meses. Para a adesão, haverá duas janelas: a primeira estará aberta até setembro, com efeitos práticos a partir de janeiro de 2027, e a segunda ocorrerá em março do ano seguinte, com vigência a partir de julho.


Para orientar sobre essas mudanças e esclarecer dúvidas sobre o Simples Nacional, a Receita Federal e o Conselho Federal de Contabilidade realizarão uma transmissão conjunta e gratuita no dia 14 de julho. O evento será transmitido pelo canal oficial da Receita Federal no YouTube, integrando o curso oficial sobre a Reforma Tributária.



SENAI e ENBPar iniciam rodada de lançamentos do Programa PotencializEE pelos estados brasileiros


A nova fase do Programa PotencializEE foi lançada em 12 de maio na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), em Belo Horizonte, focando na eficiência energética em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) industriais. Com um investimento de R$ 75 milhões, que atesta a credibilidade da iniciativa, o programa projeta atender 1.756 indústrias até 2029 e ampliar o impacto sustentável no setor produtivo nacional.


A expansão se apoia nos excelentes resultados da etapa inicial em São Paulo, onde mais de 5 mil PMEs foram conscientizadas e cerca de 400 projetos de eficiência energética foram viabilizados. Essas ações geraram uma economia de 1.761 gigawatts-hora e evitaram a emissão de mais de 478 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera.


Assim como ocorreu em solo paulista, outros estados receberão a consultoria especializada do SENAI, que conta com uma rede de 535 consultores e prestadores de serviços capacitados. Por meio de diagnósticos, estudos e análises energéticas diretas nas fábricas, esses profissionais atuam para reduzir custos operacionais, aumentar a competitividade e acelerar a descarbonização industrial.


O calendário de apresentações do PotencializEE continuará percorrendo diferentes estados brasileiros nas próximas semanas para mobilizar o setor. Além de São Paulo, o projeto já se iniciou em estados como Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná e segue em expansão para chegar no restante do país. Essa iniciativa busca ampliar de forma prática o diálogo com as indústrias regionais e apoiar a transição climática das MPMEs por meio de soluções de eficiência energética.





 
 
 

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